O Comboio de Cordas

O Comboio de Cordas é um coletivo de violonistas que tem como objetivo a integração de músicos por meio de apresentações conjuntas –privilegiando os trabalhos autorais. Esta iniciativa visa a atração e a multiplicação de público para a diversificada música violonística contemporânea.

O projeto partiu de 9 violonistas atuantes na cena paulistana: Leonardo Costa, Muari Vieira, Francisco Andrade (Quarteto Pererê), Cau Karam, Zé Barbeiro, Michi Ruzitschka, Alexandre Cueva, Bisdré e Chico Saraiva. Atualmente conta com diferentes formações e sempre novos parceiros que foram se firmando ao londo dos anos.

Em seu 7º ano de existência, o Comboio tem agregado mais e mais músicos, e pretende ser um `espaço´ permanente de convergência da música instrumental e autoral e suas  possibilidades.

Histórico

O Comboio de Cordas iniciou-se em agosto de 2009, com o objetivo de dar visibilidade à música instrumental violonística contemporânea e autoral por meio de um movimento coletivo de músicos. Os idealizadores, Leonardo Costa e Muari Vieira, convidaram dez violonistas da grande São Paulo para integrar o núcleo principal do coletivo. Entre eles, jovens talentos e veteranos como: Alexandre Cueva, Quarteto Pererê, Ítalo Peron, Zé Barbeiro, Chico Saraiva, Daniel Murray, Michi Ruzitschka, Bisdré, Cau Karam, Leonardo Costa e Muari Vieira. Vale ressaltar que, além dos músicos que compõe o núcleo principal, o Comboio de Cordas mantém-se constantemente aberto aos interessados em integrar e contribuir com o coletivo.

Os criadores do coletivo foram estimulados por outros coletivos atuantes no Brasil, como o Movimento Elefantes, que atingiu maior projeção no mercado musical por meio de um trabalho coletivo. Outro fator determinante no surgimento do Comboio, foi o convite feito pelo jornalista Gilberto Dimenstein para integrar a programação do teatro que acabara de criar: o Teatro da Vila, localizado na Vila Madalena, bairro de forte tradição artístico-cultural em São Paulo.

O Teatro é um espaço de difusão cultural dentro de uma escola pública (Escola Estadual Carlos Maximiliano), cuja programação oferece à comunidade, qualidade e diversidade nas manifestações artísticas tais como, música, danças, teatro, filmes, palestras, entre outros. O sistema de bilheteria adotado, “pague quanto vale”, amplia o público frequentador do Teatro e possibilita à plateia, atribuir um preço personalizado ao espetáculo.

Desde 2009, o Comboio de Cordas realiza suas apresentações todas as terças-feiras no Teatro da Vila e participa ativamente da gestão coletiva do espaço, por meio do Comitê Gestor do Teatro. Este é composto por representantes dos seis coletivos ali atuantes: Movimento Elefantes, Coletivo Navegantes, Kolombolo Diá Piratininga, Raso da Catarina e TEDex Vila Madá.

As apresentações do Comboio são realizadas, majoritariamente, na sede do movimento, Teatro da Vila, somando mais de 50 apresentações. O Comboio recebeu mais de 200 músicos distintos em seu palco, desde sua origem, em novembro de 2009. A cada mês, são realizadas de quatro a cinco apresentações e o conjunto delas são nomeadas “Temporadas” que, por sua vez, são elaboradas por eixos temáticos.

O Comboio já se apresentou também em espaços como SESC, CPTM, Centro Cultural Rio Verde e fez parte da programação do Cultura Livre SP em 2011.

Um diferencial importante do movimento é a constante presença do diálogo entre público e músicos, objetivo fundamental do coletivo. Ao fim de cada apresentação, o Comboio oferece um bate-papo (espaço de aproximação e compartilhamento entre os participantes), para compartilhar impressões, comentários e perguntas. Além disso, esse espaço é uma oportunidade de discutir os diversos aspectos da relação músico e sociedade bem como, o processo criativo do artista, os elementos técnico e artesanal do instrumento, curiosidades sobre o violonista, entre outros.